Mulheres na História da Salvação - Sara

Embora a Bíblia tenha sido escrita numa cultura de homens, algumas mulheres se destacam e entram para a história. Todas foram fortes e venceram suas batalhas pessoais e familiares, sofreram, choraram para cumprir seu papel de colaborar com Deus na salvação da humanidade. Neste contexto, a fé era e é a condição para alguém ser aceito por Deus. Hoje veremos a história de Sara, mãe das nações.

 

 

Sara significa princesa (antes se chamava Sarai), a mãe das nações. Era esposa de Abrão (depois Deus mudou seu nome para Abraão). O casal se amava e se respeitavam, mas o que mais os unia era o amor pelo Deus verdadeiro. Conheceram-se na cidade de Ur dos Caldeus, dominada pelos ídolos. Região rica pelos seus artesanatos e comerciantes, entre os séculos XXI e XVIII a.C. Viviam prosperamente com os pais de Abrão, mas Deus desejava separá-los daquele lugar e os chama para deixar aquela terra e os parentes. “Sai-te da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai, para a terra que Eu te mostrarei. E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei e agradecerei o teu nome; e tu serás uma bênção”( Gn 12,1-2). 


Sara já com seus 60 anos deixa o conforto, acompanha o marido por terras desconhecidas, enfrentando dificuldades e perigos, morando em tendas sempre ao meio de culturas diferente. Abrão combinou com ela o seguinte: “Onde quer que cheguemos, diga que sou um irmão”. Isso salvou a pele de Abrão, mas deixou Sara exposta, num mundo em que as mulheres não eram senhoras do seu destino. Duas vezes ela foi levada para fazer parte do harém de homens poderosos: primeiro, do Faraó do Egito; depois, do rei Abimeleque, de Gerar. Sara sentiu-se Traída? Usada? Violada? Não o sabemos, mas Deus interferiu para resgatá-la, mandando pragas sobre o Faraó e levando Abimeleque a ter pesadelos e assim Abrão foi solicitado a buscá-la de volta.


Abrão sofria por Sara não poder ter filhos, então Deus fez a promessa: “Que sua descendência seria como as estrelas do céu” (Gn15,5-7). Ele riu do Senhor, mas creu, Sara sorriu com incredulidade e disse: “Será verdade que terei um filho, velha como sou?” e Deus respondeu: “Será isso uma coisa muito difícil para o Senhor?” (Gn18,13-14).  Não acreditando, resolveu as coisas à sua maneira, deu sua escrava Agar à Abraão para que lhe desse um herdeiro. Agar teve Ismael e com isso passou a zombar de Sara, que ficou muito brava e magoada com Abraão.


    Deus cumpriu a promessa e Sara teve, aos 90 anos de idade, Isaac, o filho da promessa, que significa rizo. Isaac foi pai de Jacó que deu origem as 12 tribos de Israel.


    Sara despediu Agar e seu filho Ismael sem herança alguma, por ciúmes. Sara morreu com 127 anos de idade, foi enterrada em Hebrom. É a única mulher a ter sua idade registrada por ocasião de sua morte. Abraão chorou a morte de Sara e por três anos não se deixou consolar. 


O que aprendemos com Sara?


- Que as mulheres também fazemos parte da História de Salvação, onde quer que estejam podem sempre ter palavras de consolo, esperança, estender a mão ao próximo;                                                                           
- Que por mais imperfeitas que sejam, quando há conversão, podem ser exemplo de virtude;                                                          - Não importa o antes, mas o depois de um encontro com Deus e podem ter uma nova identidade;                         - Há um tempo para tudo e Deus cumpre sua promessa quando não os resta mais vestígios da velha criatura   
- Nunca é tarde para realizar seus sonhos. “Será isso uma coisa muito difícil para o Senhor?” ( Gn 18,13-14).

 

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