Netflix: algumas lições do seriado Lúcifer

 

Levei quase seis meses para ver as três temporadas da série Lúcifer e faço uma singela consideração sobre a mesma. A Netlix disponibilizou a série Lúcifer em setembro de 2016 para assistir. Lúcifer é baseado no personagem saído dos quadrinhos de Sandman, de Neil Gaiman. A série apresenta o diabo como um anti-herói que questiona os desígnios divinos e defende o livre arbítrio entre a humanidade.

 

A série começa com Lúcifer Morningstar (Tom Ellis), que aborrecido com o dia a dia do purgatório resolve tirar férias e vira um empresário bem sucedido em Los Angeles, nos Estados Unidos. Ele acaba se envolvendo na investigação policial chefiada pela detetive Chloe Decker (Lauren German).

 

Ao longo dos episódios das três temporadas é apresentado um excelente equilíbrio entre o sobrenatural urbano e a investigação policial. Os humanos se sentem compelidos a contar a Lúcifer as suas mais profundas verdades (muitas vezes feias, criminosas, obscuras).

 

Os cristãos deveriam assistir o seriado para aprender a refletir sobre o pecado, a culpa e a responsabilidade. É muito fácil colocar a culpa dos erros nas outras pessoas. É muito mais fácil jogar a autoria dos pecados no diabo. Se Deus deu o livre arbítrio por que tudo de ruim é culpa do diabo? Cadê a liberdade? Pois toda escolha tem consequência, responsabilidade, perdas, ganhos e possibilidades.

 

A série faz pensar e refletir sobre a origem da maldade. Isso pode incentivar a voltar a estudar a Bíblia, a Filosofia, a Teologia, a Sagrada Tradição e o Magistério da Igreja sobre a problemática do mal no mundo. Os seres humanos têm situações obscuras que só a própria pessoa e Deus conhecem. Mas, quando há a confiança na misericórdia, quando a pessoa abre seu coração numa profunda Confissão sacramental, acontece uma verdadeira libertação e cura interior.

 

Outra questão intrigante no seriado é a incógnita: por que Lúcifer não consegue seduzir a detetive para saciar sua vontade carnal? Lúcifer, ao se aproximar dela sente sua humanidade, torna-se mortal. Uma das teorias que pode ser levantada sobre a essa questão é que Decker é batizada (cristã). Ela se torna divinizada, agraciada. Uma pessoa batizada tem em si a proteção divina e ao mesmo tempo humana. Com essa proteção, Lúcifer não consegue tocá-la com suas investidas mal intencionadas.

 

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