O silêncio na celebração eucarística

 “Se alguém me perguntasse onde começa a vida litúrgica, eu responderia: com o aprendizado do silêncio. Quando ela falta, tudo fica sem seriedade e permanece vão; esse silêncio que é a condição primordial para toda ação sagrada” (R. Guardini).

A igreja do Concílio Ecumênico Vaticano II (1962-1965), redescobriu “a importância da Sagrada Escritura na celebração litúrgica” (SC 24) e reafirmou a sua fé em Cristo “presente na sua Palavra” (SC 7) e também dispensou renovada atenção ao silêncio como momento de ação litúrgica.

 

A constituição SC trata das modalidades concretas da participação ativa dos fiéis e ressalta a importância do silêncio: “Para promover a participação ativa, vejam-se com cuidado as aclamações dos fiéis, as respostas, a salmodia, as antífonas, os cantos, bem como as ações ou os gestos e a atitude do corpo. Observa-se também, no tempo devido, o sagrado silêncio” (n. 30).

 

No Diretório para a pastoral da missa dos bispos franceses convida a observar a diferença profunda entre o silêncio de inércia das assembléias individuais e informais, que se precisa fazer desaparecer, e o silêncio comunitário, alimentado e preparado pelo canto e pela catequese. “O silêncio é o ápice da oração; é pela sua qualidade que se mede o esforço de participação” (n. 140).

 

No Missal Romano afirma que na missa deve-se também observar, no momento oportuno e como parte da celebração, o sagrado silêncio. A sua natureza depende no momento em que ele ocorre em cada celebração, a saber: durante o ato penitencial e depois do convite à oração, o silêncio ajuda o recolhimento; depois da leitura ou da homilia, é convite para meditar brevemente o que foi escutado; depois da comunhão, favorece a oração interior de louvor e de agradecimento (cf. n. 23).

 

O sacerdote prepara-se, com uma oração silenciosa, para receber com fruto o corpo e o sangue de Cristo. O mesmo faz os fiéis rezando em silêncio. “Terminada a distribuição da comunhão, o sacerdote e os fiéis, conforme a oportunidade, rezam durante certo tempo em silêncio” (n. 56).

 

A busca maior do silêncio na liturgia também é sinal de maior maturidade celebrativa. “Uma celebração que amontoa um rito sobre o outro, que procede seguindo um ritmo sem pausas, cansa a comunidade sem edificá-la” (Deiss, em EC n. 97, 1969).

 

O silêncio não é indício de mutismo espiritual, mas um momento vivificante de graça, em que a criatura se cala, mas o Espírito fala.

 

 

 

Compartilhe no Facebook
Compartilhe no Twitter
Please reload

+ Notícias
Please reload

Redes Sociais
  • Facebook Basic Square
  • Instagram ícone social
  • YouTube Social  Icon
  • Twitter ícone social
Siga
Please reload

  • w-facebook
  • YouTube - White Circle

© 2012 -Paróquia Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos | Cascavel - PR. -  TODOS OS DIREITOS RESERVADOS