Confira o artigo do Pe. Judinei: O profissional do marketing político

  

A palavra marketing é proveniente do latim mercare, e se referia ao ato de comercializar na Roma Antiga. Mas é partir do XIX, quando a concorrência entre as empresas ficou acirrada, precisava atrair o público para aumentar as vendas, sobretudo pós a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), quando os Estados Unidos careciam recuperar forças econômicas e as empresas vender a qualquer custo seus produtos.

 

Desde então, o marketing vem evoluindo como uma ciência e a arte de explorar, criar e entregar valor para satisfazer as necessidades de um mercado-alvo com lucro. Sua base consiste em identificar necessidades e desejos não realizados, bem como definir, medir e quantificar o mercado e o potencial de lucro. Dessa forma, o “marketing envolve a identificação e a satisfação das necessidades humanas e sociais”.

 

Além disso, essa ciência é conhecida pelos quatro P`s: Preço, Praça, Produto e Promoção. O produto tem um preço e formas de pagamento. É comercializado na praça, ou seja, num lugar físico ou pela internet. A disponibilidade e características do produto ou serviço oferecido no mercado. E a promoção é a estratégia usada para sua divulgação.

 

Impulsionado pela ânsia de vender mais, inicialmente, as táticas de marketing eram baseadas em mentiras e truques para enganar o consumidor. Não obstante, os teóricos desse conhecimento possibilitaram sua evolução. Atualmente, os objetivos do marketing, além de vender mais, é fidelizar clientes, aumentar a visibilidade de marcas, produtos e serviços, gerenciar uma marca, construir boas relações com consumidores e parceiros, educar o mercado e engajar colaboradores.

 

Porém quando ouço ou leio em algum noticiário que certo candidato fechou contrato com um renomado marqueteiro, fico pensando no papel desse profissional do marketing político. Obviamente, irá criar estratégia para apresentar a imagem de seu cliente. Nisso surgem algumas perguntas: Qual será o embasamento ético para tal apresentação? Quanto isso tudo custará aos cofres públicos? A imagem do político será verdadeira ou uma jogada de marketing?

 

Num país onde a grande massa da população não tem o hábito da leitura e reflexão. Também, infelizmente, se apresenta com uma baixa capacidade de interpretação e mínima compreensão de democracia. Dessa maneira, parece fácil maquiar a imagem de um candidato à luz de um Cavalo de Troia. Nisso, penso que o eleitor e os marqueteiros são cúmplices dessa vergonhosa corrupção vigente na política brasileira.

 

Por fim, vale lembrar que a palavra “candidato” vem do latim candidatus, que significa, conforme o Dicionário Houaiss, “branco, alvo, cândido; vestido de branco; radioso, brilhante; belo, formoso; sereno; feliz, ditoso”. Na Roma Antiga, àqueles que pretendiam ser eleitos para um cargo público, se vestiam de branco em sinal de pureza e ao passarem pelas ruas os habitantes jogavam lama naqueles que não eram considerados cândidos a tal função. Hoje, o voto secreto tem esse papel na escolha daquele que merece representar o povo.

 

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